segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

...ser lembrado...






...ser lembrado ...
...é como evocar...

um fantasma...deixa-me ser o que sou...
o que sempre fui ...um rio que vai fluindo...
em vão ...em minhas margens cantarão as horas...
me recamarei de estrelas... como um manto real,
me bordarei de nuvens e de asas...
as vezes virão a mim as crianças banhar-se...
um espelho não guarda coisas refletidas...
e o meu destino...é seguir...
é seguir para o mar...
as imagens perdendo no caminho...
deixa-me fluir...passar...cantar...
toda a tristezas dos rios e não poder parar...      
 
        Mario Quintana




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